terça-feira, 15 de novembro de 2016

MÓDULO Nº 7

Textos de Teatro I

Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett


Competências visadas
Competências transversais
De Comunicação: componentes linguísticas, discursiva/textual, sociolinguística, estratégica Estratégica: estratégias de leitura e de escuta adequadas ao tipo de texto e à finalidade; operações de planificação, execução e avaliação de textos orais e escritos; utilização das TIC; utilização de técnicas de pesquisa em vários suportes; tomada de notas; produção de resumo de textos expositivo-argumentativos Formação para a cidadania construção de uma identidade cultural; apresentação e defesa de opiniões; reflexão sobre outros pontos de vista; reconhecimento da herança do passado na construção do presente; assunção dos valores da democracia, da liberdade e da responsabilidade como valores consensuais a defender
Competências nucleares
Conteúdos
Leitura literária
Comunicado
Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett (leitura integral)
Compreensão Oral
Filme Frei Luís de Sousa Documentários sobre Garrett e o Romantismo
Expressão Oral
Exposição
Expressão Escrita
Comunicado Textos argumentativos e expositivo-argumentativos Resumo de textos expositivo-argumentativos
Funcionamento da Língua
Previsível
Interação discursiva (força ilocutória) Processos interpretativos inferenciais (pressuposição e implicitação conversacional) Texto Paratextos Tipologia Textual
Potencial
Consolidação dos itens de Fonologia, de Semântica Lexical, de Semântica Frásica e de Pragmática e Linguística Textual dos módulos anteriores
Objetivos de Aprendizagem
Distinguir a matriz discursiva de vários tipos de texto Adequar o discurso à situação comunicativa Determinar a intencionalidade comunicativa Apreender os sentidos dos textos Distinguir o essencial do acessório Aplicar regras de condensação linguística Reconhecer a dimensão estética da língua Contactar com autores do património cultural universal Programar a produção da escrita e da oralidade observando as fases de planificação, execução, avaliação Produzir textos de diferentes matrizes discursivas Utilizar os conectores lógicos e os argumentativos Refletir sobre o funcionamento da língua Determinar a influência do passado na sociedade atual, nos seus valores e objetivos Interagir de forma crítica e criativa com o universo do texto dramático.


O TEXTO DRAMÁTICO

         O texto dramático é escrito para ser representado. Por isso, é composto por dois tipos de texto:
1-    Texto principal, que corresponde às falas dos atores, nas quais existem:
Monólogos – uma personagem, falando consigo mesma, expõe perante o público os seus pensamentos e/ou sentimentos;
Diálogos – falas entre duas ou mais personagens;
Apartes – comentários de uma personagem para o público, pressupondo que não são ouvidos pelas outras personagens.
2-    Texto secundário (ou didascálias, ou indicações cénicas) que se destina ao leitor, ao encenador da peça ou aos atores.
O texto secundário é composto:
·         pela listagem inicial das personagens;
·         pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;
·         pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em atos, cenas ou quadros);
·         pelas indicações sobre o cenário e guarda roupa das personagens; pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as palavras.

ESTRUTURA INTERNA E EXTERNA

Estrutura externa – o teatro tradicional e clássico pressupunha divisões em atos, correspondentes à mudança de cenários, e em cenas, equivalentes à mudança de personagens em cena. O teatro moderno, narrativo ou épico, põe de parte estas regras tradicionais de divisão na estrutura externa.

Estrutura interna – uma peça de teatro divide-se em:
·         Exposição – apresentação das personagens e dos antecedentes da ação;
·         Conflito – conjunto de peripécias que fazem a ação progredir;
Desenlace – desfecho da ação dramática.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Tema e estrutura do Sermão de Santo António aos Peixes

O Sermão de Santo António aos Peixes foi pregado em S. Luís do Maranhão, a 13 de junho de 1654. Trata-se de um sermão alegórico.

ESTRUTURA

Introdução
Exórdio

Capítulo I
. Apresentação do assunto do sermão.
.Enumeração das partes que compõem o discurso.
.Panegírico (elogio) a Santo António.
.Invocação à Virgem Maria.






Desenvolvimento
Exposição e Confirmação


Louvor das virtudes
Capítulo II: Louvor das virtudes dos peixes, em geral.
Capítulo III: Louvor das virtudes de quatro peixes, em particular:
.Peixe de Tobias;
.Rémora;
.Torpedo;
.Quatro-olhos.


Repreensão dos vícios




Capítulo IV: Repreensão dos vícios dos peixes, em geral.
Capítulo V: Repreensão dos vícios de quatro peixes, em particular:
.Roncadores;
.Voadores;
.Pegadores;
.Polvo.
Conclusão
Peroração
Capítulo VI
.Conclusão do discurso: apelo, incitamento, elevação (os peixes são superiores a outros animais; estão acima do pregador).



Vocabulário

Vícios: defeito ou imperfeição; prática frequente de ato considerado pecaminoso (pecado).

Hipocrisia: fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis.
                     Devoção fingida.

Púlpito: tribuna onde os sacerdotes (padres) pregam (falam para um auditório).

Pregar: anunciar do púlpito a palavra de Deus.
              Louvar, exaltar, preconizar.

Eloquência: arte de bem falar.
                      Talento de convencer, exaltar ou emoure, falando.

Retórica: arte de bem falar.
                Conjunto de regras relativas eloquência.

Exórdio: primeira parte do discurso que lhe serve como um prefácio (introdução).

Peroração: parte final de um discurso que se pode dividir em anacefaleose e epílogo. =                                         Conclusão.
                   Discurso breve.

Comover- perturbar, abalar; ficar triste; chorar

Convencer- persuadir; levar alguém a agir como nós queremos






Sermão de Santo António, Padre António Vieira



Texto
Género Literário
Sermão de Santo António

Autor: Padre António Vieira
Local: S.Luís do Maranhão (Brasil)
Data:13 de junho de 1654 (dia de Santo António)
Sermão

Esfera social: Religiosa
Objetivos: Difundir a religião cristã; moralizar
Formas de transmissão: transmissão oral; eventual difusão escrita









Tema / Intenção
Comunicativa
. Censura do comportamento dos colonos portugueses no Maranhão
. Defesa dos direitos dos ameríndios (índios).
Estrutura
Argumentativa
Estrutura argumentativa organizada em três partes

Introdução / Exórdio (Capítulo I)
. Definição da tese / ideia a desenvolver (a sociedade está corrompida; a ação dos pregadores evita a corrupção).
. Ponto de partida da argumentação: conceito predicável – Vos estis sal terrae/ “Vós sois o sal o sal da terra".

Desenvolvimento / Exposição e Confirmação (Capítulos II a V)
.Crítica dos vícios da sociedade, por meio da alegoria /através do elogio das virtudes e da repreensão dos vícios dos peixes, censuram-se os comportamentos dos homens).
.Desenvolvimento da tese, com base em argumentos e exemplos, geralmente bíblicos ou de âmbito religioso.
.Organização do discurso:
 - Do positivo para o negativo: do louvor das virtudes (capítulos II e III) para a repreensão dos vícios (Capítulos IV e V);
 - Do geral para o particular: dos louvores e repreensões em geral
(Capítulos II e IV).

Conclusão /Peroração
. Reforço / síntese da tese defendida (Capítulo VI).

Objetivos da
oratória / do sermão
Docere (educar / ensinar) – Função pedagógica
.Citações / exemplos do foro do sagrado (ex: Bíblia, Santo António, São Marcos, Adão e Eva, Job, Tobias).
.Citações de autores e obras clássicas (ex.: Aristóteles, Plínio).
Delectare (agradar) – Função estética
 .Discurso figurativo: alegoria, metáfora, comparação.
.Outros recursos (ex.: jogo de palavras, antítese, enumeração).
Movere (persuadir) – Função crítica e moralizadora
.Argumentos de autoridade (foro do sagrado).
.Discurso apelativo – apóstrofe, interrogação retórica, frase exclamativa, frase imperativa.







                                                                                                     


Crítica social e alegoria
Vieira prega aos peixes com o intuito de censurar alegoricamente o comportamento dos homens (destinatários reais do sermão).

Ao elogiar as virtudes dos peixes, critica, por contraste, a ausência dessas mesmas virtudes nos homens:


Em geral
Virtudes dos peixes
Vícios dos homens
.São bons ouvintes.
.Escutaram Santo António com obediência, tranquilidade e atenção.
.Falta de devoção relativamente à palavra de Deus.
Em Particular
Peixe de Tobias
.Possui entranhas que saram a cegueira e coração que afasta os demónios.
.Heresia / ausência de conversão.

Rémora
.É pequena no corpo, mas grande na força e no poder.
.Fraqueza humana.
.Apatia, ausência de força de vontade.
Torpedo
.Produz descargas elétricas, fazendo tremer o braço do pescador e evitando ser pescado.
Exploração do próximo.
.Corrupção.
.Ambição desmedida.

Quatro-Olhos
.Tem quatro-olhos, dois que olham para cima e dois que olham para baixo.
.Vaidade.
.Incapacidade de discernimento.

























Ao censurar os vícios dos peixes, Vieira critica, por analogia (semelhança), os defeitos dos homens.           





Em geral
Vícios dos peixes e dos homens
.Exploração dos mais fracos, oportunismo, cobiça, antropofagia social (“comem-se uns aos outros”).
Em particular
Roncador
.Arrogância (“É possível que, sendo vós uns peixinhos tão pequenos, haveis de ser as roncas do mar?!”).        
Pegador
.Parasitismo (“não só se chegam a outros maiores, mas de tal sorte se lhes pegam aos costados que jamais os desaferram”).
Voador
.Ambição (“Não contente com ser peixe, quiseste ser ave”).
Polvo
.Traição (“um monstro tão dissimulado, tão fingido, tão astuto, tão enganoso e tão conhecidamente traidor”).


“Palavra e Utopia”



            O filme “Palavra e Utopia” foi realizado por Manuel da Oliveira e apresentado ao público em 2000. O assunto é a vida de padre António Vieira.
            Em 1663, Padre António Vieira foi chamado a Coimbra para comparecer diante do tribunal do Santo Ofício. Esta referência é a primeira parte do filme.
            Seguidamente, é apresentado o passado de Padre António Vieira: a juventude no Brasil e os anos de noviciado na Bahia. O Padre António Vieira queria a paz para mundo, tentava proteger os negros e os índios, mas havia muito vícios, os colonos desrespeitavam os direitos dos nativos e, por isso, não havia paz naquele território, tal como acontece atualmente, em muitos países.
            Os índios nasceram no Brasil, mas os militares e os colonos que o ocupavam queriam roubar o ouro. Num dos episódios, entraram na igreja e atingiram o Padre, mas os índios lutaram e as tropas fugiram.
            Os índios são uma raça humana e o padre António Vieira quis defendê-los, pelo que pediu auxílio ao Rei D. Afonso IV.
            Padre António Vieira deixou-nos grandes lições de vida. O filme “Palavra e Utopia” é muito interessante, porque nos dá uma visão de todo o percurso da vida deste grande escritor da Literatura Portuguesa.

Francisco Ferreira


Barroco


              O Barroco é um período histórico situado entre finais do século XVI e meados de séc. XVIII.

            A cultura barroca, em todas as suas manifestações, é fortemente marcada pela retórica, arte da persuasão. É bem conhecido o relevo que a retórica assume no plano pedagógico e a repercussão deste facto na produção literária.
            O efeito sobre o recetor é uma das preocupações fundamentais da arte barroca, veículo da afirmação do poder, quer se trate de poder político, supremacia social ou intelectual, ou força da verdade religiosa.
            Este período cultural é um tempo de ostentação de grandeza, de riqueza, de matérias preciosos: lembremos a sumptuosidade de templos e palácios, o abundante recurso à talha dourada, a profusão estonteante de ouro, prata e pedras preciosas em objetos de carácter religioso ou profano também de ostentação de artifícios.
            A cultura barroca tem sido também caracterizada pelo gosto do excessivo, bem presente na sobrecarga ornamental e decorativa no campo artístico e na expressão hiperbólica em literatura.
A cultura barroca, em todas as suas manifestações, é fortemente marcada pela retórica, arte da persuasão. É bem conhecido o relevo que a retórica assume no plano pedagógico e a repercussão deste facto na produção literária.
            O efeito sobre o recetor é uma das preocupações fundamentais da arte barroca, veículo da afirmação do poder, quer se trate de poder político, supremacia social ou intelectual, ou força da verdade religiosa.
            Este período cultural é um tempo de ostentação de grandeza, de riqueza, de matérias preciosos: lembremos a sumptuosidade de templos e palácios, o abundante recurso à talha dourada, a profusão estonteante de ouro, prata e pedras preciosas em objetos de carácter religioso ou profano também de ostentação de artifícios.
            A cultura barroca tem sido também caracterizada pelo gosto do excessivo, bem presente na sobrecarga ornamental e decorativa no campo artístico e na expressão hiperbólica em literatura.

Adaptado de PIRES, Maria Lucília G. (1999). “Barroco”, in Biblo, Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, vol. 3. Lisboa/São Paulo: Verbo [pp.575-578, com supressões] 




        

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Módulo 6: Textos Argumentativos

Competências Nucleares
Conteúdos

Leitura
Leitura Literária
Reclamação/Protesto
Discurso Político
Sermão de Stº António aos Peixes, Padre António Vieira (excertos)
Compreensão Oral
Discurso político
Documentários, Sermão de Stº António aos Peixes em CD
Filme Palavra e Utopia
Expressão Escrita
Reclamação/Protesto
Textos argumentativos e expositivo-argumentativos
Funcionamento da Língua
Conjunções e locuções coordenativas
Conjunções e locuções subordinativas Orações
Verbos

As minhas férias



 Durante as férias, fiquei quase sempre em casa, mas também saí com os meus amigos.
         A minha família gosta de ir à praia e fomos a Monte Gordo e a Armação de Pera cinco dias.  Fui acampar com o meu irmão e alguns amigos e voltei para Moura para ajudar os meus pais. Na verdade, tivemos de trabalhar no campo e não pudemos ter umas férias prolongadas, fora de casa.
         Eu gosto de dormir e de descansar, mas sei que tenho de estudar. Este ano, vou aplicar-me para conseguir ter sucesso em todos as disciplinas.

         Em síntese, as férias foram boas, porque tivemos saúde, mas eu gostaria de ter estado mais tempo na praia. Agora, chegou o momento de recomeçar a vida na escola.

21/09/2016


Dia Internacional da Paz




         "Dia Internacional da Paz" - em 21 de Setembro de 2006, por ocasião do Dia Internacional da Paz, Kofi Annan (Prémio Nobel da Paz) afirmou, na Assembleia Geral da ONU, que o Dia Internacional da Paz seria um dia de cessar-fogo e de não-violência em todo o mundo, pelo que todos nós devemos fazer algo para que a Paz exista em todo o Mundo.

21/09/2016


Discurso político





         O discurso político é um género textual marcado por um carácter fortemente persuasivo. Apresenta uma dimensão ética e social, na mediada em que surge alicerçado em informações compartilhadas (entre emissor e recetor) que traduzem valores sociais, políticos, religiosos, entre outros, visando os interesses de uma comunidade. Dado que tem como objetivo a persuasão do recetor, o discurso político assenta quer na capacidade de expor e argumentar com base em informação seletiva (recorrendo a argumentos coerentes e válidos, a contra-argumentos e provas), quer na eloquência dá oratória – cujos objetivos são ensinar, agradar e persuadir. 

22/09/2016



Martin Luther King foi um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo.



Malala Yousafzai, nasceu no dia 12 de julho de 1997. É uma ativista paquistanesa. Foi a pessoa mais nova a ser laureada (premiada) com o prémio Nobel da Paz, em 2014. É conhecida principalmente pela defesa dos direitos humanos das mulheres e do acesso à educação, no Paquistão, onde os talibãs locais impedem as jovens de frequentar a escola. Desde então, o ativismo de Malala tornou-se um movimento internacional.

Aspetos principais do discurso de Malala

- O ataque de que foi alvo não gerou o medo, mas sim o poder, a força e a coragem.
- A jovem paquistanesa defende que a educação é um direito universal.
- É necessário lutar contra a iliteracia, a pobreza e o terrorismo.
- Refere várias entidades que defenderam o amor ao próximo: Maomé, Jesus Cristo, Buda, Martin Luther King, Nelson Mandela, Mohamed Ali Jinnah, o Pai e a mãe de Malala.
- Defende que a educação é o melhor investimento para mudar o Mundo.

- Características do discurso político:
            -Presença de argumentos e de exemplos/provas;
            -Postura confiante e séria;
            - Olhar frontal, dirigido para o público;
            - Tom de voz audível;
            - Palavras bem articuladas.
- O público aplaude e manifesta agrado pelo discurso da oradora.

Padre António Vieira

   
       António Vieira nasceu em Lisboa, a 6 de fevereiro de 1608. Mais conhecido como Padre António Vieira  foi um religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus.
         Aos sete anos foi levado para a Bahia, onde o pai foi exercer a função de secretário da Governação. Estudou no colégio jesuíta desta cidade; com quinze anos fugiu aos pais para ingressar na Companhia de Jesus.   Em 1641, juntamente com o filho do governador, trouxe a Lisboa a adesão da colónia a D. João IV. Desapressa se tornou o mais famoso pregador da corte.
         António Vieira recomendou uma política fundada no poder económico da burguesia mercantil, constituída pelos cristãos-novos.
         A sua fidelidade a D. João IV foi até ao ponto de tomar o partido dele contra a própria Companhia de Jesus. Na iminência de ser expulso da Companhia, aceitou uma missão no Maranhão, exílio que soube transformar em novo posto de combate. A partir de 1653, a sua atividade como superior dos missionários da Companhia tornou-se famosa, chegando a usar sete idiomas nativos na sua catequese, quer falando, quer escrevendo catecismos. A luta mias rija, porém, era a que opunha os colonos que substituíssem a mão-de-obra escrava índia pela africana, importada de Angola, à semelhança do que sucedia no rosto do Brasil, de forma a que os Índios, na sua maioria ou totalidade, ficassem reservados à companhia. Mas a oposição dos colonos, apoiados pelas outras ordens religiosas do Maranhão, conduziu finalmente à expulsão de Vieira e dos outros jesuítas em 1661.
         Em 1681, Vieira regressou definitivamente à Bahia. Aqui exerceu as funções de superior das missões em todo o Brasil e Maranhão e, nos últimos anos, ocupou-se da edição dos sermões e cartas.
         Em síntese, Vieira foi uma das mais         influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacando-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu incansavelmente os direitos dos povos indígenas, combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi).
         Faleceu em Salvador da Bahia, no dia 18 de julho de 1697.